Lembro direitinho de quando íamos assim fantasiados pra escola. Lembro da empolgação da mamãe arrumando a gente.
Ai que saudades...

E a semana passou de novo e eu não tive tempo pra vir aqui falar da vida pra vocês. E ainda não vai ser agora não. Tenho um para-casa enorme pra fazer e tá fazendo frio já. Eu sinceramente não tô preparada pra esse frio que tá chegando...oh, God! Acho que vou é tomar um banho escaldante e vou pra cama porque amanhã é sexta e eu termino meu para-casa...
Mas passei pra falar que tá tudo bem por aqui. Tirando o frio inconveniente, tá tudo jóia. Tô doida pra vir com bastante tempo e contar as minhas besteiras pra vocês.
Enquanto isso não acontece, deixo vocês com o João, meu amiguinho que fez dois anos dia 16. João é filho dos nossos maiores amigos e exemplos, Rebs e Cesinha, e irmão da minha melhor amiga Ana Vitória. João mora no nosso coração. João é da galera. João é atleticano e isso basta. João é simpático. João é nossa alegria certa. E o João quase mata a gente de rir quando estamos juntos e de saudades quando não estamos.
Essa é uma homenagem pra ele.
João, a tia Renatinha e o Tio Pipe te amam muito e te esperam aqui (tá bom, pode trazer a família toda que a gente dá conta). Que Papai do Céu cumpra tudo o que Ele preparou pra sua vida. E que você continue sendo fonte de alegria por onde passa.
Pra você: galooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!
Beijos
Tô cheia de coisa pra postar aqui pra vocês. Mas é que o final de semana tá ficando curto com tanta coisa pra colocar em dia. Com essa coisa de voltar a estudar e trabalhar ao mesmo tempo eu tô cheia de para-casa pra fazer.
Então vou deixar vocês com um oainda de North Hatley. No vídeo sou eu tentando dar comidinha pro Rigolô, o esquilinho simpático. Reparem que ele é da família do Tico e Teco.
Não sei como está a ordem dos vídeos mas em um é a tentativa. No outro é a vitória!
Beijos
Hoje também foi feriado aqui no Canadá: dia de Ação de Graças.
E aí os Turus e os Buscas foram se aventurar em North Hatley, uma cidadezinha a uma e meia daqui de Montreal e pertinho de Magog.
O lugar é maravilhoso. O nosso hotel não podia ser mais bonitinho e aconchegante. O nosso quarto era o Romantique. O café da manhã foi um verdadeiro espetáculo para os olhos e para o paladar. De quebra ainda demos comida na boca de um esquilinho simpático. Aliás, todo mundo era muito simpático, principalmente os proprietários do hotel, o Sr. Michell e sua esposa Nicole.
A paisagem de outono estava indescritivelmente bela. O dia ensolarado foi um presente. O frio nem incomodou diante de tanta coisa linda pra fazer.
Magog também surpreendeu. Bem maior do que pensei e muito linda.
As fotos estão abaixo na sessão de slides. Tem foto do nosso café da manhã, do hotel, do nosso quarto, do pijama lindo novo que ganhei da Ila de aniversário, do amigo cão... As últimas fotos são da plantação de lavanda que visitamos. Muito legal, bonita e cheirosa. De quebra fizemos amizade com a nossa professora de ski pro próximo inverno.
Ultimamente tô com uma birra danada de quem fala mal do Brasil.
Primeiro é preciso explicar que eu sou patriota pro que der e vier. Do tipo que fica ridiculamente verde e amarela em época de copa e que chora emocionada cada vez que ouve o hino nacional.
Mas é preciso explicar também que sou realista. Sei que essa corrupção que assola nosso país chega a dar preguiça, a violência dá pânico, a falta de estrutura básica e a diferença social são revoltantes. Não ignoro nada disso. Claro que dou minhas desabafafas as vezes. Mas falo isso sempre com outros brasileiros, não com gente de fora que não conhece o Brasil.
Mas esse é o país onde nasci e onde cresci. É a minha identidade, minha cultura, minha casa. É lá onde está minha família, amigos e as mais belas lembranças. É lá que tá meu coração, minha origem. Foi lá que fui criada e formada. Tudo que sou hoje aqui tem um pouco de lá. E se eu fosse diferente seria ingrata e eu detesto cospir no prato que comi.
E me dá uma birra enorme ver brasileiro falando mal do Brasil. Gente que fala mal por falar ou com argumentos convincentes até. Gente que critica mas que não dá um passo pra mudar nada, nem o seu redor mais próximo. Gente que simplesmente senta e critica, acha sempre um ponto negativo, tem sempre um comentário pejorativo. Gente que é incapaz de fazer algo pelo outro, de deixar um pouco sua vontade de lado e servir o outro, mesmo quando o outro é alguém que gosta. Gente covarde que acha mais fácil ir embora do que lutar por alguma mudança menor que seja.
Porque é muito mais fácil falar mal do que ser cidadão. É muito mais fácil criticar do que ser um agente de mudança. Sei que tô longe daí mas tô aqui aprendendo que o Brasil é melhor do que pensei. Tô aqui pra ver se volto com algo bom pra casa. Quero voltar uma pessoa melhor e com a certeza de ter vivido num dos países com a melhor qualidade de vida do mundo mas sabendo que o Brasil é meu lugar. Todo mundo que trabalha comigo quer conhecer o Brail por minha causa. Tem até um casal que vai comigo pro Brasil ano que vem. Nunca nem tinham ouvido falar. Mas querem ver de onde vem isso que eles vêm em mim que é típico nosso: calor humano, bom humor. O nosso jeitinho brasileiro aqui é um diferencial importante que nos faz melhor que eles porque temos facilidade pra lidar com imprevistos. O fato de termos que conviver com problemas de verdade nos faz "deixar pra lá" picuinhas irrelevantes enquanto eles se disgastam por pouco. Vejo isso diariamente onde trabalho e é por essas e outras que lá todo mundo gosta do Brasil. E todo mundo sabe que o índice de violência é alto e a desigualdade social maior ainda porque eu não escondi isso deles.
E é por isso tudo que tô com birra de quem fala mal do Brasil mas não faz nada pra melhorar. Gente chata!!!!
Pronto falei.
E ainda por cima essa semana o Rio foi escolhido sede dos jogos olímpicos em 2016. A minha birra tá tanta que nem olhei os blogs por aí porque sei que vou me irritar com as críticas óbvias.
Eu também não tô certa se foi uma boa decisão porque tô pensando no dinheiro que vai ser desviado, as maracutaias típicas, do jogo de poder e de influência.
Mas brasileira que sou, penso que já que vai ser aí, vamos olhar o lado bom. O Brasil vai ficar mais conhecido e eu vou, talvez, não precisar mais explicar que a capital não é Buenos Aires nem Rio de Janeiro, que a gente não fala espanhol, que eu não vivo do lado da floresta Amazônica, que a gente não mora em fazendas, que a maioria da população não é índio, que o Brasil não fica na África e que não temos só negros no Brasil (já tive que responder à todas essas perguntas, pasmem). Teremos geração de empregos e o mais importante: teremos o esporte fortemente incentivado. Sou casada com um atleta e sei o tanto que o esporte é importante, principalmente para os jovens.
Deixo vocês com o discurso do nosso presidente para o COI. E pra falar a verdade, eu gostei bastante dos argumentos dele.